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Luiz Ventania Ao longo de sua carreira artísticas acumulou experiências como ator, arte educador e encenador de processos cênicos. Pós Graduação no Centro Universitário Maria Antônia – USP em Linguagens da Arte, graduado em Educação Artística pelo Centro Universitário Metropolitano de São Paulo – UNIMESP. Sua carreira Artística como Ator e Encenador Teatral inicia no ano 2002, com cursos de teatro que conseqüentemente desencadearam em trabalhos futuros em Cias. Teatrais como Barca Cênica e Évoraz, desenvolvendo trabalhos nestas Cias, como ator e encenador teatral, participando de diversas mostras e Festivais. Atualmente professor de Teatro na Escola Paulista e Colégio Madre Leônia.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Aulas de teatro na escola "Erros e Acertos".

Olá pessoal!

Para o mês de Março estou preparando postagens, para que possamos discutir sobre as aulas de Teatro na escola, por que, para quê, qual finalidade, o que trabalhar, o que propor, apresetações de peças, sim ou não?
Serão postagens mensais, para que possamos discutir e debater ao máximo os assuntos postados.
Para tando, teremos como base para nossa discussão o artigo "Registros e Observação do Movimento na Criação Cênica" que apresentei ao Centro Universitário Maria Antônia CEUMA-USP, no curso de Pós Graduação - Especialçização em Linguagens da Arte. Esta pesquisa teve como objetivo, propor às crianças uma concientização de seus movimentos, dentro do processo criação do espetáculo "Estripulias na Ribalta", após a conclusão da oficina e do artigo, percebe-se os erros e acertos, gostaria então de compartilhar com vocês este processo, e os temas para discussão que serão postados.

Na nossa próxima postagem o tema para discussão será "Como começar uma Oficina de Teatro", lembrando que não será nenhum método, mais sim ideias que serão compartilhadas.

Aguardo ancioso por nossas conversas.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O Movimento Cotidiano Consciente

Segundo Neide Neves os estudos de Klauss Vianna é aplicado na formação de atores, bailarinos e também pode ser usado por pessoas interessada apenas em desenvolver maior consciência de seus movimentos, dissolver tensões, usufruir de maior conforto corporal e recuperar o prazer de mover-se.

Hoje não conseguimos perceber nossos padrões de movimentos cotidianos, pois “o uso continuo dos objetos e dos limites e dos limites de nossa vida cotidiana impedem qualquer observação e qualquer trabalho muscular, que acaba se tornando mecânico e inconsciente.” (Vianna, 2005)

Desenvolvemos uma maneira própria de ser, de nos relacionarmos com o mundo e de nos movermos, tendo uma relação com a genética + experiências. Essa é a nossa marca, somos seres flexíveis, plásticos, móveis cada momento/movimento é apenas o inicio de novas possibilidades. Nunca um movimento é igual a outro; a cada experiência, todos os fatores (sensorial, motor, cognitivo, imagens mentais e estímulos externos) se combinam de maneira diferente.

Na busca da alteração desses padrões limitantes da ampliação de suas possibilidades de expressão, os artistas têm tentado descobrir caminhos para o movimento natural ou orgânico.

Algumas experiências proposta por Klauss para modificar determinadas ações do nosso cotidiano e usar outros músculos de ação, acessando outros aspectos da nossa memória. Um exemplo disso, ele propunha que a pessoa não dormisse sempre no mesmo lugar da cama, ou fazer os mesmos caminhos, com isso, ele falava da vontade de alterar os mecanismos automáticos do dia-a-dia, que nos levava a repetição desatenta. Seu objeto era abrir espaço para o novo, chamando à atenção para a mudança de musculaturas.

“Quando o artista propõe olhares diferentes para a realidade do corpo, é a expressão criativa que ele esta buscando.” (Neves, 2008)


Não podemos esquecer que corpo e cultura estão intimamente ligados tanto a constituição física e a maneira de funcionar do corpo influenciam a expressão cultural, quanto às manifestações culturais são capazes de gerar respostas físicas, numa relação de interdependência e troca.