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Luiz Ventania Ao longo de sua carreira artísticas acumulou experiências como ator, arte educador e encenador de processos cênicos. Pós Graduação no Centro Universitário Maria Antônia – USP em Linguagens da Arte, graduado em Educação Artística pelo Centro Universitário Metropolitano de São Paulo – UNIMESP. Sua carreira Artística como Ator e Encenador Teatral inicia no ano 2002, com cursos de teatro que conseqüentemente desencadearam em trabalhos futuros em Cias. Teatrais como Barca Cênica e Évoraz, desenvolvendo trabalhos nestas Cias, como ator e encenador teatral, participando de diversas mostras e Festivais. Atualmente professor de Teatro na Escola Paulista e Colégio Madre Leônia.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Klauss Vianna: A busca da comunicação que surge no movimento.

Ao falarmos de Klauss Vianna e seus estudos sobre o movimento é importante deixar claro que ele nunca teve como objetivo criar uma TÉCNICA, pois acreditava que este termo era um sinônimo de um vocabulário fechado, com regras rígidas e fixas.

Para Vianna não há um modelo, uma estética determinada a priori, mas há corpos pensantes descobrindo sempre mais, a partir dos princípios desenvolvidos por ele. (Neves 2008)

Dentre seus estudos desenvolveu, instruções para o desbloqueio das tensões musculares e articulares, que permitem colocar o corpo-mente em um estado de maior disponibilidade para uso dos recursos de cada individuo, tendo sempre a preocupação de: “tenho estar com os sentidos alertas. Senão minha dança se torna pura ginástica.” (Vianna, 2005)

Suas pesquisas nunca estiveram em função de uma determinada estética, mas a serviço da expressão de cada corpo. Klauss fundamentou alguns tópicos do seu trabalho como: Apoios, Transferências de apoios, Resistência e oposição, Direcionamento ósseo, Espaço articular, Intenção e Contra-intenção, esses tópicos instruíam e favoreciam entre outras coisas:

  •  Favorecer o desbloqueio das tensões limitadoras do movimento;
  •  Abrir espaços internos, articulares entre os ossos e os músculos;
  •  Colocar mais músculos em trabalho;
  • Acionar músculos e intenções;
  • Ser responsável pelas intenções e contra-intenções dos movimentos;
  • Estimular a criação dos movimentos.
Klauss relutou em sistematizar seu trabalho. Gostava de afirmar que todo aquele que estudasse com ele transformaria o trabalho de acordo com sua experiência, colocando sua individualidade em prática (Neves, 2008). Mais ao falarmos de individualidades corporais nos deparamos com a dificuldade de lidar com padrões posturais e de movimentos limitadores, desenvolvidos ao longo da vida de cada indivíduo, que iremos ver na próxima postagem.