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Luiz Ventania Ao longo de sua carreira artísticas acumulou experiências como ator, arte educador e encenador de processos cênicos. Pós Graduação no Centro Universitário Maria Antônia – USP em Linguagens da Arte, graduado em Educação Artística pelo Centro Universitário Metropolitano de São Paulo – UNIMESP. Sua carreira Artística como Ator e Encenador Teatral inicia no ano 2002, com cursos de teatro que conseqüentemente desencadearam em trabalhos futuros em Cias. Teatrais como Barca Cênica e Évoraz, desenvolvendo trabalhos nestas Cias, como ator e encenador teatral, participando de diversas mostras e Festivais. Atualmente professor de Teatro na Escola Paulista e Colégio Madre Leônia.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Um lugar bom para retornar...

Relembrar das brincadeiras de infância é um "lugar" muito bom para revivermos, por mais que tivéssemos dificuldades, estas detectadas só depois quando passamos para a fase adulta.
     Minha Infância foi dividida em dois períodos, o de "pouca liberdade" e outro "feliz".
     O período que tive pouca liberdade fica marcado com a separação dos meus pais onde minha mãe vai morar com outro homem e nós eu e minha duas irmãs sofremos com a falta de afeto paterno e da própria infância, pois éramos proibidos de brincar como toda criança.
     Mas como para criança não existe tempo ruim, nós improvisávamos como podíamos, lembro que éramos proibidos de assistir televisão, ela era uma relíquia na casa um objeto de desejo, para nós crianças, logo improvisávamos que éramos apresentadores de programas que nós mesmos inventávamos. Apesar das proibições tivemos momentos de alegria.
     Depois que minha mãe separou-se deste homem posso dizer que iniciou o período feliz.
     Foi neste momento que conheci outras crianças, brinquei na rua, pega-pega, esconde-esconde, mãe da mula, queimada, ciranda, jogos de tabuleiro, etc, ufa! Como brinquei. Aproveitava o tempo perdido.
     Uma coisa que eu me recordo deste período e da minha irmã do meio a Vita (apelido carinhoso pelo o qual a chamo), pois sou o filho caçula e sempre fui molenga (medroso), quando brincávamos na rua e ocorria qualquer problema era sempre ela a Vita que me protegia.
     A beleza de tudo isso, é ver que foram com esses jogos e brincadeiras que fui descobrindo o mundo e a mim mesmo. Obrigado as minhas irmãs Solange e Vitalina por fazerem parte da minha vida.
     Essa postagem foi publicada graças a uma atividade - Protocolo de Infância - solicitada no curso de Pós Graduação de Linguagens da Arte pela Profa. Dra. Ingrid Dormien Koudela - ECA-USP, pois acredito que é na infância onde vivemos os nossos melhores momentos de criação e produção espontânea. Faça você também um retorno a sua infância e encontre o seu lugar bom para retornar...

3 comentários:

  1. Olá Luiz!! Que lindo o seu protocolo!!! Quando professores nos propõem atividades significativas o nosso prazem em fazê-las é bem maior, né? Bjus!!! Postei o meu protocolo no nosso blog.

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  2. Lembro que quando pequena,amigos vinham em casa brincar, e o que mais gostávamos (quando minha mãe não estava por perto) era de lavar o quintal da frente da minha casa, enchíamos o piso de sabão em pó e escorregávamos pra e pra cá de joelhos...lembro que um amigo chamado Luiz adorava a me empurrar pro chão...entre todos os amigos ele é o que eu guardo com mais calor no meu coração, pois me fez sorrir e alaegrar em momentos de aventuras , inseguranças da infância....grata
    Mari

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  3. A fábrica Estrela vivia inventando brinquedos incriveis, bonecas que falavam, patinavam, comiam biscoitos ou faziam bolinhas de sabão... Mas aqui em casa a estrela que brilhava era na mente da minha mãe, que criava para mim os brinquedos mais incriveis. Cidades inteiras de Caixas de fósforos... móveis para a casinha das bonecas... Tudo era muito incrivel e improvisado, tenho bastante saudade, mato quando estou inspirada para criar.

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