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Luiz Ventania Ao longo de sua carreira artísticas acumulou experiências como ator, arte educador e encenador de processos cênicos. Pós Graduação no Centro Universitário Maria Antônia – USP em Linguagens da Arte, graduado em Educação Artística pelo Centro Universitário Metropolitano de São Paulo – UNIMESP. Sua carreira Artística como Ator e Encenador Teatral inicia no ano 2002, com cursos de teatro que conseqüentemente desencadearam em trabalhos futuros em Cias. Teatrais como Barca Cênica e Évoraz, desenvolvendo trabalhos nestas Cias, como ator e encenador teatral, participando de diversas mostras e Festivais. Atualmente professor de Teatro na Escola Paulista e Colégio Madre Leônia.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Processos de Grupos

      Hoje nas artes freqüentemente ouvimos falar em processos, colaborativo, coletivo, teatro de Grupo, etc, parecendo que tornaram-se palavras da MODA para certos coletivos que as elegem como uma "bandeira", sem mesmo saberem o significa o termo que estão intitulando como método de trabalho.
      Importante comentar que existe uma diferença entre um método para a realização de um espetáculo, assim como, para o caráter de uma companhia. Vejamos a seguir o que cada termo quer dizer:
TEATRO DE GRUPO: Possuem um ideal coletivo, projeto estético definido, necessidade de manutenção de um espetáculo estável de pessoas: existência de comunhão e afetividade entre os membros, necessidade de coletividade, desenvolvimento de pesquisas de linguagens, presença da figura do diretor menos forte e principalmente a existência de um trabalho continuado que se estenda além das montagens de espetáculos. Cabe destacar, nestas práticas grupais, uma valorização da figura do ator na construção do objeto textual e na própria definição dos rumos da encenação. Essa figura de ator também repercute nos processos COLETIVOS e COLABORATIVOS.

PROCESSO COLETIVO NO BRASIL: Segundo a pesquisadora Adélia Nicolete este processo diz respeito mais ao teatro da época da ditadura militar. Segundo ela, este tipo de criação era um processo, "onde a figura do diretor como condutor absoluto foi questionada ou abolida e o interprete tomava o centro do processo e dele irradiava a obra". Neste sentido o grupo assina todas áreas do espetáculo, dramaturgia, cenário, figurino, etc.

PROCESSO COLABORATIVO: É um processo bastante parecido com o coletivo, mas ao invés do grupo assinar e ser responsável por todas as funções, cada individuo assina sua função, ainda que todos discutam os aspectos relativos ao trabalho dos outros. Portanto no Processo Colaborativo, nos momentos de tomada de decisões polêmicas cada um responde por sua respectiva área, dando a palavra final.
     
      Um ponto importante para se comentar é. Mas os que distinguiriam o Processo Colaborativo da já experimentada Criação Coletiva?
      Segundo diferentes criadores, o processo colaborativo traz como diferencial a presença da figura do dramaturgo dentro do processo de trabalho. A ausência desta figura na criação coletiva, ou no processo coletivo, ocasionava possivelmente, um acumulo de experimentações cênicas que geravam discursos desorganizados, pela carência de um gesto que definisse um estrutural textual.


Fonte de pesquisa: CARREIRA, Andrade e OLIVETTO, Daniel: Processo Coletivo e Processo Colaborativo: Horizontalidade e Teatro de Grupo.



2 comentários:

  1. Oi Lu, valeu! Acho mto bom colocarmos os pingos nos "is". O termo traz consigo significados, uma história construida e constituida. Penso que é muito importante sabermos o que dizemos e fazemos, com coerência. beijos e obrigada! magda

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  2. Luiz, as postagem estão seguindo uma linguagem bem clara e objetiva! Dignas de um ótimo blog! Sem falar no layout que está claro, arejado, atraente até. Parabéns... continue nesse caminho da net. vou indicar com certeza!

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